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A análise de Coloração Pessoal só serve à harmonia dada pela repetição de elementos?

Atualizado: 11 de jun. de 2023

Até que ponto, nos dias de hoje, a consultoria e análise de cores deve ainda se embasar e ter como seu objetivo principal exclusivamente os princípios estabelecidos pelo conceito de harmonia no qual a repetição de elementos semelhantes, gera pontos de conexão e agrupamento destes elementos ao olhar do observador?


Não poderemos responder a essa indagação com espírito crítico e moderno, se ignorarmos que alguns paradigmas de beleza dos anos em que surgiram os primeiros métodos de Coloração Pessoal, já mudaram completamente, sendo bem diferentes daqueles que percebemos terem muita importância nos dias de hoje, bem como que a inserção do conceito de harmonia e seu respectivo papel na unidade das composições visuais, também já ganhou novos contornos de compreensão tanto científica, quanto artística!


Como exemplo, observemos uma trend recente do Instagram, onde apareciam fotos de mulheres primeiro totalmente sem filtro e ao natural (sem maquiagem), e logo depois elas se mostravam com uma maquiagem que lhes conferia extremo contraste (olhos e boca), e então diziam "me chame de feia agora!"

Certamente, para elas, e no seu contexto cultural, os altos contrastes de intensidade e de profundidade propositalmente estabelecidos pela maquiagem, independentemente das características da sua beleza natural, é o que consideram sua versão mais bela. O impacto visual dado pelo alto contraste artificialmente estabelecido é aqui, portanto, mais valorizado como promotor do "belo", do que a condição de harmonia dada pela repetição e consequente agrupamento de elementos de cores com características semelhantes, como as que são dadas por uma paleta de cores pessoais tradicionalmente construída pelas consultoras do método Sazonal Expandido, por exemplo!


Sabemos que entre os animais, o contraste de cores (nas relações de atração entre os sexos, ou na repulsão aos predadores presente no mimetismo), pode ser valorizado biológicamente tanto quanto (ou até mesmo bem mais valorizado para algumas espécies) do que a harmonia clássica presente, por exemplo, na camuflagem, onde as cores do animal se derretem na paisagem circundante pela semelhança entre as mesmas.

Enfim, estas são reflexões para nos atentar que os tempos atuais nos pedem não só uma relação no uso das cores com uma ampliação do conhecimento sobre os princípios de unidade nas composições visuais (que incluem não só a repetição de elementos, mas também a variação!), como também uma maior liberdade e flexibilidade de critérios de escolha das mesmas, a partir de uma consciência do contexto, estratégia e efeitos no seu uso. Não há mais espaço na nossa alma para uma submissão incondicional e exclusiva às regras de repetição que ainda hoje são preconizadas de forma dogmática e superficial, pelos métodos de coloração mais difundidos .

É papel da consultora, hoje, pensar junto com sua cliente oque ela deseja, se é acentuar elementos presentes na sua coloração natural (que lhe sejam favoráveis), usando de cores semelhantes aos seus atributos, trazendo a harmonia pela repetição. Ou, se a busca é justamente criar elementos de variação, com ruptura, ou complementariedade, entre os elementos das cores presentes na sua coloração natural, e os que serão introduzidos por ela (na roupa, maquiagem etc), para assim criar pontos de interesse ou, ainda, para equilibrar o peso na sua paisagem de alguns aspectos naturais que ela deseja neutralizar, ou tirar o foco. Sem falar nas diversas possibilidades de combinações entre estas duas opções, que também podem estar presentes em paralelo, em aspectos diferentes de uma mesma construção de imagem!


Cada situação de consultoria pedirá uma resposta personalizada, para um lado, para outro, e na maioria das vezes, um misto! Não nos prendermos apenas às regras da harmonia por repetição, exaustivamente difundida como possibilidade exclusiva, nos permitindo fazer valer também do seu contrapeso, ou seja os contrastes, rupturas, contrários e complementares, numa busca fluida entre repetição, complementariedade e impacto, é o que nos tornará uma profissional mais sintonizada com o espírito da nossa época.


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14 de jun. de 2023
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